
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Feliciades
Neste ano que se finda, que acabe todas as tristezas, magoas, preconceitos e ambições individualistas. E no ano que se inicia, o Sol da justiça, esperança, amor e paz, façam parte da luta de todos por um bem comum.
Felicidades!
São os mais sinceros votos da turma de Letras que faz a diferença.
Letras/Unic-MT/2009

Felicidades!
São os mais sinceros votos da turma de Letras que faz a diferença.
Letras/Unic-MT/2009

quarta-feira, 11 de novembro de 2009
O TERRÍVEL APAGÃO...
Mais um fato inédito aconteu ontem, 10/11/09, aproximadamente ás 09:30 h, no horário de MT, fato esse que não deveria ser tão inédito assim, pois do jeito que a destruição do Planeta anda, ou seja, "a todo vapor", isto deverá ocorrer com mais frequência.
O fato é que aqui no Brasil vários Estados ficaram totalmente nas escuras, isto mesmo, uns 18 Estados brasileiros ficaram em total ou parcial escuridão, mas não foi só isto não, o Paraguai também foi afetado, mais foi por menos tempo...
Mas o que me chamou a atenção é que os Jornais, ou seja, os meios de comunicação do Mundo inteiro publicaram em destaque o que aconteceu...
G1: "Apagão causa falta de água e prejuízos para os brasileiros.."
Na Argentina, manchete do jornal El Clarin: “Apagão deixa no escuro meio Brasil”.
O jornal italiano Corriere Della Sera põe em destaque: “Apagão no Brasil e no Paraguai”.
A revista alemã Der Spiegel fala em: “Mega apagão: queda na transmissão de energia atira metrópoles do Brasil no caos”.
E o jornal espanhol El País comenta: “Apagão deixa sem luz milhões de pessoas no Brasil e no Paraguai”.
O New York Times diz que as maiores cidades do país ficaram às escuras. E cita como fonte o site g1 - o portal de notícias da Rede Globo.
O jornal paraguaio ABC Color mostra a capital, Assunção, às escuras, e afirma: “Descarga elétrica na usina de Furnas provoca colapso em Itaipu; apagão gigantesco no Brasil deixa no escuro todo o Paraguai”.
Fiquei indignada, não pela publicação do fato, mais por procurarem os responsáveis pelo o ocorrido(do apagão)...
POVO, vamos acordar pra realidade, em vez de ficarem buscando os "CULPADOS", porque não tomar medidas de seguranças mais eficazes? Porquê não olhar para a NATUREZA, e exergar que ela está sendo destruída? "Tempestade em Itaberá (SP) pode ter provocado o apagão no país"; "Mais de 10 mil raios foram registrados em SP só nesta terça-feira (10)."; Esta foi a explicação do meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. E aí, o que vocês irão fazer com eles(raios)? Por acaso irão dizer: "Não caia aqui, pois irão afetar milhões de pessoas..."
E os nossos Políticos, QUANTA VERGONGA! Em vez de apresentarem boas propostas para a solução do problema, vão é "atacar" a oposição, cobrando explicações, sobre o que houve? O que aconteceu? Quero respostas...
Desse jeito. realmente não dá, assim o País não "vai para a frente"...
Se em vez dos Deputados convocarem o Ministro para explicar o acontecido (até parece que o Ministro estava lá para ver alguma coisa), porque não tormar medidas contra o desmatamento, a poluição, o crescimento desordenado e sem planejamentos do País.; e muitos outros problemas sem soluções... Se essa medida fosse colocada em prática, com certeza a Natureza não estaria tão furiosa como nos tempos atuais, são raios, enchentes, terremotos, vulcões, vendvais e muito mais, até parece que isto é normal, mais não é, se medidas não forem realizadas, praticadas o Mundo estará se tornando cada vez pior, e os apagões serão cada vez mais frequentes.
***
"Agora, em descontrole, chora a natureza
Sem o sal da terra, sem a luz do mundo
E a humanidade toda estará indefesa... Damares - Apocalipse.
...
VAMOS ACORDAR PARA A VIDA! Se que ela ainda exista...
*A vida é um eco, se você não gosta do que esta recebendo, preste atenção no que esta emitindo!*
*Prefiro ser considerada louca, num mundo onde os normais constroem sua própria destruição.*
!!!
Danúbia Alves
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Para onde vai a Educação?
No mundo capitalista em que vivemos não é difícil enxergamos para onde vai a Educação, pois nesta sociedade exploradora “os melhores” têm maiores oportunidades, enquanto que os menos favorecidos sustentam “os melhores”.
A educação pública está em condições lastimáveis, pois no modelo econômico atual em que vivemos que é capitalista, o aprendizado não é prioridade, muito menos tem estrutura ou qualidade para atender a população que dela necessita e isso acarreta muitos outros problemas, como a miséria, a fome, a violência e a desigualdade, não somente social, mas econômica e moral de cada indivíduo.
A sociedade deveria enxergar e fazer da educação uma transformação da perfeição social e harmônica entre as pessoas, para que pudéssemos ser realmente cidadãos éticos e de bem.
O ensino tem que ter apoio, estrutura e qualidade, pois enquanto nossas autoridades empurrar “com a barriga”, a educação não irá caminhar no rumo certo, e a sociedade precisa ser crítica para modificar a realidade escolar, pois é através da educação que nos tornamos cidadãos conscientes e responsáveis.
Contudo, já dizia Machado de Assis “Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas idéias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. Ou melhor será não ter absolutamente nenhuma...” (O Alienista e Outros Contos).
***
Danúbia Alves, Acadêmica do Curso de Letras, Noturno-UNIC.
A educação pública está em condições lastimáveis, pois no modelo econômico atual em que vivemos que é capitalista, o aprendizado não é prioridade, muito menos tem estrutura ou qualidade para atender a população que dela necessita e isso acarreta muitos outros problemas, como a miséria, a fome, a violência e a desigualdade, não somente social, mas econômica e moral de cada indivíduo.
A sociedade deveria enxergar e fazer da educação uma transformação da perfeição social e harmônica entre as pessoas, para que pudéssemos ser realmente cidadãos éticos e de bem.
O ensino tem que ter apoio, estrutura e qualidade, pois enquanto nossas autoridades empurrar “com a barriga”, a educação não irá caminhar no rumo certo, e a sociedade precisa ser crítica para modificar a realidade escolar, pois é através da educação que nos tornamos cidadãos conscientes e responsáveis.
Contudo, já dizia Machado de Assis “Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas idéias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. Ou melhor será não ter absolutamente nenhuma...” (O Alienista e Outros Contos).
***
Danúbia Alves, Acadêmica do Curso de Letras, Noturno-UNIC.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
A aliança- cronica do livro as mentiras que os homens contam- Luis Fernando Veríssimo
A aliança
Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo.
De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a
ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central
ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se
no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim.
Aconteceu com um amigo meu. Fictício, claro.
Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos
os dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já
sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos
dentes, mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na
loto ou furar-lhe um pneu. Furou-lhe um pneu. Com dificuldade ele
encostou o carro no meio-fio e preparou-se para a batalha contra o
macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no jangal dos seus
sonhos de infancia, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que
provavelmente não funcionaria, resigna‡áo e reticências... Conseguiu
fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava
fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de
óleo e caiu no cháo. Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto,
mas sem querer a chutou. A aliança bateu na roda de um carro que passava
e voou para um bueiro. Onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais
ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro
e seguiu para casa. Começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou
a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes
de ela fazê-las.
- Você não sabe o que me aconteceu!
- O quê?
- Uma coisa incrível.
- O quê?
- Contando ninguém acredita.
- Conta!
- Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?
- Não.
- Olhe.
E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.
- O que aconteceu?
E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A
aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o
bueiro e desaparecendo.
- Que coisa - diria a mulher, calmamente.
- Não é difícil de acreditar?
- Não. É perfeitamente possível.
- Pois é. Eu...
- SEU CRETINO!
- Meu bem...
- Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei que aconteceu com
essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um
programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara-de-pau de inventar
uma história em que só um imbecil acreditaria.
- Mas, meu bem...
- Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum
motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!
E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações.
Ele chegou em casa sem dizer nada. Por que o atraso? Muito transito. Por
que essa cara? Nada, nada. E, finalmente:
- Que fim levou a sua aliança?
E ele disse:
- Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto.
Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu
compreenderei.
Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu con a porta.
Dez minutos depois reapareceu. Disse que aquilo significava um crise no
casamento deles, mas que eles, com bom-senso, a venceriam.
- O mais importante é que você não mentiu pra mim.
E foi tratar do jantar.
***
Por Elayne Mendes aluna de Letras noturno UNIC
Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo.
De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a
ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central
ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se
no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim.
Aconteceu com um amigo meu. Fictício, claro.
Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos
os dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já
sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos
dentes, mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na
loto ou furar-lhe um pneu. Furou-lhe um pneu. Com dificuldade ele
encostou o carro no meio-fio e preparou-se para a batalha contra o
macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no jangal dos seus
sonhos de infancia, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que
provavelmente não funcionaria, resigna‡áo e reticências... Conseguiu
fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava
fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de
óleo e caiu no cháo. Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto,
mas sem querer a chutou. A aliança bateu na roda de um carro que passava
e voou para um bueiro. Onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais
ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro
e seguiu para casa. Começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou
a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes
de ela fazê-las.
- Você não sabe o que me aconteceu!
- O quê?
- Uma coisa incrível.
- O quê?
- Contando ninguém acredita.
- Conta!
- Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?
- Não.
- Olhe.
E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.
- O que aconteceu?
E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A
aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o
bueiro e desaparecendo.
- Que coisa - diria a mulher, calmamente.
- Não é difícil de acreditar?
- Não. É perfeitamente possível.
- Pois é. Eu...
- SEU CRETINO!
- Meu bem...
- Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei que aconteceu com
essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um
programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara-de-pau de inventar
uma história em que só um imbecil acreditaria.
- Mas, meu bem...
- Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum
motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!
E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações.
Ele chegou em casa sem dizer nada. Por que o atraso? Muito transito. Por
que essa cara? Nada, nada. E, finalmente:
- Que fim levou a sua aliança?
E ele disse:
- Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto.
Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu
compreenderei.
Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu con a porta.
Dez minutos depois reapareceu. Disse que aquilo significava um crise no
casamento deles, mas que eles, com bom-senso, a venceriam.
- O mais importante é que você não mentiu pra mim.
E foi tratar do jantar.
***
Por Elayne Mendes aluna de Letras noturno UNIC
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